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Infectologista afirma que a chegada dos venezuelanos, acompanhada da falta de imunização, trouxeram o sarampo de volta ao país
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Infectologista afirma que a chegada dos venezuelanos, acompanhada da falta de imunização, trouxeram o sarampo de volta ao país

Infectologista afirma que a chegada dos venezuelanos, acompanhada da falta de imunização, trouxeram o sarampo de volta ao país

O sarampo, doença considerada erradicada no Brasil, voltou a preocupar as autoridades de saúde. Após casos na capital paulista, a doença começa a se espalhar pelo interior, com Ribeirão Preto registrando sua segunda confirmação e um caso suspeito.

Causas da Reintrodução do Sarampo

A entrada do vírus via Venezuela é apontada como a principal causa da reintrodução. Contudo, a baixa cobertura vacinal em alguns grupos populacionais, impulsionada por campanhas antivacinação nas redes sociais, criou o ambiente propício para a disseminação da doença. A faixa etária mais vulnerável é a de adultos jovens (15 a 40 anos), onde a cobertura vacinal fica em torno de 80-85%, insuficiente para conter o vírus altamente contagioso.

Transmissão e Complicações

O sarampo se transmite por via aérea, através de gotículas de saliva expelidas pela tosse. Um indivíduo infectado na fase aguda pode contaminar facilmente pessoas não vacinadas que entrem em contato com ele. Embora no passado fosse visto como doença benigna da infância, o sarampo pode causar complicações graves, como infecções bacterianas (otite, pneumonia) e encefalite, uma inflamação do cérebro. A letalidade, embora baixa com o uso da vacina, não é desprezível, como demonstrado em dados históricos.

Prevenção e Vacinação

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a principal forma de prevenção. São necessárias duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Devido ao surto atual, crianças a partir de seis meses já podem receber a primeira dose. Adolescentes e adultos jovens (até 40 anos) devem completar o esquema vacinal com duas doses. Há estoques suficientes de vacinas disponíveis, e a campanha de vacinação se concentra em indivíduos com esquema vacinal incompleto. Os primeiros sintomas do sarampo incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e um exantema (manchas vermelhas) que se espalha pelo corpo. A falta de casos de sarampo no passado levou a um relaxamento na vacinação e à perda da memória coletiva sobre a gravidade da doença. A retomada da vacinação é crucial para controlar o surto e evitar novas complicações.

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