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Ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem Estar’ com Ângelo do Carmo Silva Matthes

Médico obstetra e ginecologista fala dos parâmetros éticos na hora do parto
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Médico obstetra e ginecologista fala dos parâmetros éticos na hora do parto

Médico obstetra e ginecologista fala dos parâmetros éticos na hora do parto

Nesta entrevista, conversamos com o Professor Doutor Ângelo do Carmo Silva Matz, obstetra e ginecologista graduado pela USP de Ribeirão Preto e docente da Faculdade de Medicina da Unaerp. O Dr. Ângelo abordou temas cruciais sobre os parâmetros éticos do parto, desmistificando o termo “violência obstétrica”.

Parâmetros Éticos e o Parto Humanizado

O Dr. Ângelo destaca a importância do respeito e da humanização no parto, práticas que devem nortear a conduta de todos os profissionais envolvidos. Ele esclarece que o termo “violência obstétrica”, embora amplamente utilizado, é considerado inadequado pelo Ministério da Saúde, por não agregar valor e prejudicar a busca por um cuidado humanizado. O Ministério da Saúde enfatiza que a intenção dos profissionais de saúde não é causar danos, e que a definição de violência pressupõe o uso de força física ou poder, o que não se aplica à maioria dos casos.

A Prática do Parto Humanizado na Atualidade

O especialista explica que o parto humanizado, praticado na maioria das maternidades, prioriza o respeito à mulher e suas escolhas. Ouvir a paciente, respeitar suas condições específicas e fazer com que ela se sinta acolhida são os pontos fundamentais. Procedimentos como o toque vaginal, a rotura da bolsa e a analgesia, antes realizados de forma indiscriminada, são hoje avaliados cuidadosamente, levando em conta as necessidades individuais de cada mulher. O Dr. Ângelo salienta a importância de respeitar a vontade da mulher, seja em relação à analgesia, ao método de parto ou a outras escolhas pessoais, mesmo que estas difiram das práticas convencionais.

Respeito à Escolha da Paciente

Finalizando, o Dr. Ângelo reforça a necessidade do respeito às escolhas da mulher durante o parto. Ele relata um caso em que uma paciente, por motivos pessoais, desejava um parto sem intervenção médica. Embora diferente do padrão, seu desejo foi respeitado e trabalhado durante o pré-natal, demonstrando a importância da escuta e do diálogo na construção de um parto humanizado e respeitoso.

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