Endocrinologista fala das pesquisas de células tronco na USP Ribeirão
O médico endocrinologista Dr. Carlos Eduardo Curi, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, concedeu entrevista à CBN para discutir pesquisas pioneiras em tratamento de diabetes tipo 1.
Transplante de células-tronco: uma inovação brasileira
O Brasil se destaca na pesquisa com células-tronco para o tratamento do diabetes tipo 1. A primeira pesquisa com células-tronco em humanos foi desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, impulsionada pelo legado do Professor Júlio Voltarelli, falecido em 2012. A equipe, que continua o trabalho do professor, desenvolveu um transplante de medula óssea autólogo (do próprio paciente) que tem demonstrado resultados surpreendentes.
Resultados e expectativas
O transplante de células-tronco tem possibilitado que a maioria dos pacientes deixe de usar insulina. Embora não seja uma cura, pois exige hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e atividade física regular, o tratamento representa um avanço significativo, com pacientes mantendo a glicose no sangue dentro da normalidade por mais de 10 anos sem a dependência diária de múltiplas injeções de insulina. A técnica, inicialmente utilizada para doenças hematológicas e autoimunes, mostra-se eficaz no tratamento do diabetes tipo 1, principalmente em crianças e adolescentes.
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A pesquisa e como participar
A pesquisa, financiada pelo sistema brasileiro de financiamento de pesquisa, é conduzida por uma grande equipe multidisciplinar no HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, liderada atualmente pela Professora Maria Carolina Juliveira e Professora Belinda Simões. Para obter mais informações sobre a pesquisa e como participar, o Dr. Curi indica o site carlos.eduardocuri.blogspot.com.br. A equipe busca novos voluntários para expandir os estudos e aprimorar o tratamento. O processo de seleção envolve critérios específicos e um curto prazo para inscrição.
A entrevista destaca a importância da pesquisa brasileira, a dedicação da equipe e a esperança oferecida a pacientes com diabetes tipo 1, proporcionando uma nova perspectiva para o tratamento desta doença autoimune.