CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem Estar’ com Daniella Leiros

Especialista fala sobre a violência obstétrica, abuso físico ou psicológico praticado por profissionais no momento do parto
CBN Saúde Bem Estar
Especialista fala sobre a violência obstétrica, abuso físico ou psicológico praticado por profissionais no momento do parto

Especialista fala sobre a violência obstétrica, abuso físico ou psicológico praticado por profissionais no momento do parto

Violência Obstétrica: Um Problema Comum

A violência obstétrica é um problema frequente, muitas vezes silenciado pelas mulheres que a vivenciam. A Dra. Daniela Leiros, especialista em Saúde da Mulher, explica que a vulnerabilidade do momento do parto contribui para que muitas mulheres não denunciem as situações de desrespeito. A médica destaca que a violência obstétrica não se limita a atos de profissionais médicos, mas engloba todas as práticas da equipe de saúde que desrespeitam a mulher.

Principais Queixas e Prejuízos

As principais queixas relatadas pelas mulheres envolvem a falta de respeito à sua autonomia e a do bebê. A Dra. Leiros salienta que a violência obstétrica pode começar já na gravidez, com a negação de exames ou tratamentos solicitados pela gestante. Os prejuízos são diversos, afetando a saúde física e emocional da mãe e do bebê, incluindo dificuldades na amamentação, no vínculo mãe-filho e no pós-parto. Há também impactos na saúde mental da mulher, podendo levar a quadros de depressão pós-parto e dificuldades de inserção social.

Prevenção e Orientação

Para prevenir a violência obstétrica, a Dra. Leiros enfatiza a importância da informação, tanto para a equipe de saúde quanto para as gestantes. A profissional destaca a necessidade de mudança na formação médica, para que os profissionais aprendam a respeitar a autonomia da mulher e a oferecer opções de tratamento, em vez de impor decisões. A recomendação para as gestantes é buscar informações confiáveis e baseadas em evidências, para que possam tomar decisões conscientes sobre sua gravidez, parto e pós-parto, sem se sentirem coagidas a seguir padrões pré-estabelecidos.

A conscientização sobre os direitos da mulher durante o parto e a busca por informações são cruciais para garantir um processo respeitoso e seguro. O diálogo aberto entre a gestante e a equipe de saúde é fundamental para evitar a violência obstétrica e promover um parto humanizado.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.