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Médico Diretor do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto analisa o aumento dos diagnóstico de câncer ginecológicos no país
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Médico Diretor do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto analisa o aumento dos diagnóstico de câncer ginecológicos no país

Médico Diretor do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto analisa o aumento dos diagnóstico de câncer ginecológicos no país

Aumento de Casos de Câncer Ginecológico no Brasil

Dados recentes do Inca apontam um aumento alarmante de casos de câncer ginecológico no Brasil, com mais de 16 mil novos casos de câncer de colo de útero, mais de 6 mil de endometrio e de ovário nos últimos anos. Essa alta incidência, especialmente no caso do câncer de colo de útero, é preocupante, pois se trata de um tumor que poderia ser prevenido.

Prevenção Primária e Secundária

A prevenção primária para o câncer de colo de útero é a vacinação contra o HPV, já incluída no calendário de vacinação infantil. No entanto, a baixa adesão à vacinação (cerca de 50%) é um fator preocupante. Para a prevenção secundária, o diagnóstico precoce por meio de exames regulares com ginecologistas é fundamental. A recomendação atual é de que mulheres com vida sexualmente estável e com dois papanicolau normais façam o exame a cada três anos, embora muitas ainda optem pelo exame anual. A detecção de lesões pré-malignas (NIC I, NIC II, NIC III) permite o tratamento e a prevenção do desenvolvimento do câncer.

Fatores de Risco e Grupos de Risco

O câncer de colo de útero tem maior incidência na região Norte do Brasil, associado à baixa informação e acesso à saúde. Apresenta pico entre 40 e 55 anos. O câncer de endométrio, frequentemente ligado à obesidade, diabetes e hipertensão, tem pico de incidência a partir dos 60 anos. Já o câncer de ovário é mais variável, com influência da genética e histórico familiar, e diagnósticos mais comuns a partir dos 40/45 anos. Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos, são cruciais para a prevenção, principalmente do câncer de endométrio, onde a obesidade é um fator de risco significativo.

Em suma, a prevenção é fundamental para combater o aumento dos casos de câncer ginecológico. A vacinação contra HPV, exames regulares com ginecologistas e um estilo de vida saudável são medidas eficazes para reduzir o risco e garantir melhor qualidade de vida às mulheres.

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