Médico oncologista comenta sobre o mês de conscientização do câncer de colo de útero
Janeiro é o mês de conscientização sobre o câncer de colo de útero, um tipo de câncer que, apesar de ser considerado erradicado em muitos países, ainda representa o terceiro mais prevalente entre as mulheres brasileiras. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a previsão para 2019 era de 16 mil novos casos.
HPV: A Principal Causa
O oncologista Diossésio Andrade, do INORP, explica que o câncer de colo de útero se desenvolve a partir da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um vírus transmitido sexualmente. Existem diversos subtipos de HPV, sendo o carcinoma espinocelular o principal responsável por 95% dos casos.
Fatores de Risco e Prevenção
Além da infecção pelo HPV, outros fatores de risco incluem o número elevado de parceiros sexuais, início precoce da vida sexual e tabagismo. O uso prolongado de anticoncepcionais não é um fator de risco direto, mas pode levar a uma diminuição no uso de preservativos, aumentando o risco de infecção pelo HPV. A prevenção primária é crucial, sendo a vacinação contra o HPV a principal ferramenta. Apesar da disponibilidade da vacina na rede pública, a cobertura vacinal ainda é baixa, com menos de 40% do público-alvo vacinado. A realização regular de exames ginecológicos, incluindo o Papanicolaou, permite a detecção precoce de lesões premalignas, possibilitando o tratamento antes do desenvolvimento do câncer.
Leia também
O alerta é claro: a prevenção é a melhor forma de combater o câncer de colo de útero. A vacinação contra o HPV e os exames regulares são essenciais para a saúde da mulher. O tratamento para o câncer de colo de útero em estágios avançados é complexo e pode causar sofrimento significativo para a paciente. Portanto, a conscientização e a busca por métodos preventivos são fundamentais para reduzir a incidência desta doença.