Número de mulheres que buscam fazer exame de mamografia ainda é pequeno no Brasil
Acesso à Mamografia e Desinformação
A médica assistente do Departamento de Ginecologia, divisão de Mastologia e Oncologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e da Faculdade de Medicina da USP, Dra. Isabela Carlote Buzato, destaca que a cobertura da mamografia no Brasil ainda é insuficiente. Embora em São Paulo a disponibilidade seja ampla, a falta de informação e o medo do diagnóstico são empecilhos significativos para o rastreamento precoce do câncer de mama. A desinformação sobre a doença e seu tratamento impede muitas mulheres de procurar ajuda médica.
Recomendações e Diagnóstico
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia para mulheres acima de 40 anos, com maior benefício entre 50 e 69 anos. Em caso de alterações na mamografia, as lesões, muitas vezes imperceptíveis ao toque, são investigadas por meio de biópsias em centros de referência. O sistema público de saúde, segundo a Dra. Buzato, está preparado para dar o encaminhamento necessário, com tratamento que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do caso. Embora o fluxo esteja estabelecido, dificuldades podem surgir no acesso à atenção básica, principalmente em relação à agenda de consultas.
Fatores de Risco e Novidades no Tratamento
A especialista esclarece que apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. A maioria dos casos (90%) está relacionada a mutações ao longo da vida, influenciadas por fatores como obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada. A adoção de um estilo de vida saudável, com prática de exercícios físicos e alimentação equilibrada, contribui para a prevenção. Quanto ao tratamento, a Dra. Buzato destaca os avanços constantes, com tratamentos cada vez mais individualizados, menos agressivos e com menor morbidade. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento mais tranquilo e eficaz.
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O alerta da Dra. Buzato reforça a importância da conscientização sobre o câncer de mama e a busca por exames preventivos. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento e para uma melhor qualidade de vida. A médica enfatiza a necessidade de superar o medo do desconhecido e buscar informações confiáveis sobre a doença e seu tratamento.



