Pneumologista dá dicas de como amenizar os impactos à saúde com o clima seco e a poluição do ar
O aumento das queimadas, principalmente nos últimos meses, tem impactado diretamente a saúde da população, causando diversos problemas respiratórios e oculares. A baixa umidade do ar, muitas vezes abaixo de 15%, agrava a situação, combinada com a grande quantidade de partículas em suspensão no ar.
Impactos na Saúde
De acordo com o pneumologista Dr. Júlio César Bruno, a procura por atendimento médico aumenta consideravelmente nessa época do ano. Os principais sintomas relatados são problemas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito), irritação nas conjuntivas e mucosas (olhos e garganta secos), além de mal-estar generalizado. Crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes (como asma, alergias e doenças cardíacas) são os grupos mais vulneráveis.
Recomendações e Cuidados
O Dr. Bruno destaca a importância da hidratação como medida preventiva. Manter-se bem hidratado, observando a cor da urina (urina escura indica desidratação), é crucial. Quanto ao uso de ar condicionado, recomenda-se utilizá-lo com moderação, higienizando-o regularmente e utilizando um umidificador em níveis moderados. Evitar a automedicação e procurar orientação médica, principalmente via telemedicina, é fundamental. O uso excessivo de soro fisiológico nas vias nasais também deve ser evitado, pois pode ressecar ainda mais as mucosas. Soluções hidratantes e lubrificantes oculares são alternativas mais adequadas.
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Em resumo, a combinação de fatores como queimadas, baixa umidade e poluição atmosférica resulta em sérios problemas de saúde. A prevenção, por meio da hidratação, cuidados com o uso do ar condicionado e atenção aos sintomas, é essencial para minimizar os impactos na saúde da população. A orientação médica deve ser sempre buscada em caso de dúvidas ou piora dos sintomas.