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Especialista comenta que debater sobre suicídio pode evitar novos casos
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Especialista comenta que debater sobre suicídio pode evitar novos casos

Especialista comenta que debater sobre suicídio pode evitar novos casos

Neste Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, conversamos com a professora doutora Kelly Graziani, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, líder do laboratório de estudos e pesquisa em prevenção e pós-venção do suicídio.

A Importância de se Falar sobre Suicídio

Durante muito tempo, houve um tabu em torno da divulgação de casos de suicídio na mídia, com o receio de que isso pudesse incentivar novos atos. No entanto, a visão atual é de que falar abertamente sobre o assunto é crucial para oferecer ajuda e promover a prevenção. A professora Kelly ressalta que a forma como se aborda o tema é fundamental. Uma abordagem sensacionalista ou que romantize o suicídio pode ser prejudicial. Por outro lado, discutir os fatores de risco e as formas de prevenção pode salvar vidas. A OMS estima que 9 em cada 10 mortes por suicídio poderiam ser evitadas.

Redes Sociais e Saúde Mental

As redes sociais têm um impacto significativo na saúde mental, podendo contribuir tanto para a prevenção quanto para o aumento dos fatores de risco de suicídio. A exposição excessiva, o cyberbullying e o acesso a conteúdos negativos podem prejudicar a saúde mental. Contudo, as plataformas também podem ser utilizadas para divulgar informações e recursos de apoio, promovendo a conscientização e o acesso a ajuda profissional. Aplicativos e sites voltados para a saúde mental estão cada vez mais disponíveis.

Identificação de Sinais de Alerta

A professora Kelly destaca a importância de estar atento a sinais de sofrimento intenso, desesperança, sensação de fracasso e falta de sentido na vida de alguém próximo. Frases como “eu preferia estar morto” ou “todo mundo ficaria melhor se eu não estivesse aqui” são sinais de alerta graves. Alterações comportamentais abruptas também devem ser observadas. Ao perceber esses sinais, é fundamental oferecer apoio, escutar sem julgamentos e buscar ajuda profissional. A professora enfatiza que não se deve hesitar em procurar ajuda especializada quando se suspeita de um risco de suicídio.

Em 2023, no Brasil, 32 pessoas tiram suas próprias vidas diariamente. No mundo, uma morte por suicídio ocorre a cada 40 segundos. A conscientização, a informação e o acesso a ajuda profissional são essenciais para reduzir esses números. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio através do número 188 e do site cvv.org.br.

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