Médica alerta sobre os riscos de crises alérgicas mais comuns na primavera
Alergias na Primavera: um alerta para os sintomas
Com a chegada da primavera, algumas alergias sazonais se tornam mais frequentes, como as alergias a pólen. Embora menos comum em regiões como Ribeirão Preto, a doutora Luisa Carla de Paula Arruda, professora titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, explica que a polinização pode causar alergias devido às partículas de pólen transportadas pelo vento, que podem entrar em nossas casas e fazer parte da poeira doméstica. As alergias a pólen são mais comuns em países de clima temperado, mas no Brasil, há alta frequência nos estados do sul. Em Ribeirão Preto, a prevalência é menor, mas ainda atinge pacientes sensíveis a pólen de grama e árvores.
Sintomas e grupos mais afetados
Os sintomas mais comuns da alergia a pólen incluem rinite e rinoconjuntivite alérgica. A rinite se manifesta com coceira no nariz, espirros frequentes, coriza líquida e obstrução nasal. A rinoconjuntivite inclui também coceira, vermelhidão e lacrimejamento nos olhos. Em alguns casos, a alergia pode afetar garganta e ouvidos, e até mesmo desencadear crises de asma. Crianças, adolescentes e adultos jovens são os grupos mais afetados, embora a alergia possa ocorrer em qualquer idade.
Ácaros: um alérgeno predominante
Diferentemente das alergias a pólen, a alergia a ácaros é muito prevalente, afetando cerca de 90% da população. Em Ribeirão Preto e região, o ácaro é o principal alérgeno em casos de rinite, rinoconjuntivite e asma, atingindo 70 a 85% dos pacientes. A proliferação de ácaros aumenta em ambientes úmidos e quentes, sendo a primavera uma época de maior risco. Os sintomas são semelhantes aos da alergia a pólen, podendo incluir também dermatite atópica (alergia na pele), especialmente em adolescentes e adultos com histórico na infância.
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Para evitar o agravamento de quadros alérgicos, é fundamental procurar atendimento médico para diagnóstico preciso. Testes específicos ajudam a identificar o alérgeno (pólen, ácaro, pelos de animais etc.). Após o diagnóstico, medidas ambientais são cruciais, como a limpeza regular do ambiente com pano úmido, evitando vassouras e aspiradores de pó que podem espalhar os alérgenos. Manter ambientes bem arejados também é essencial para reduzir a exposição aos alérgenos.