Levantamento aponta que 47% das diagnosticadas com asmas não tomam as medicações de forma regular
O que é asma e sua relação com alergias?
A asma, segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, afeta milhões de brasileiros, com um alto índice de pacientes que não seguem o tratamento corretamente. A doutora Luisa Carla de Paula Arruda, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, explica que a alergia é o principal componente da asma, principalmente em crianças (85%) e adultos (70-80%). O ácaro da poeira domiciliar é um dos principais alérgenos. Diagnósticos mais precisos permitem tratamentos mais eficazes, com foco no controle ambiental e imunoterapia, mas mesmo sem identificar o alérgeno específico, o tratamento com medicamentos inalatórios é eficaz.
Asma x Bronquite: Diferenças importantes
A doutora Arruda destaca a confusão comum entre asma e bronquite. A bronquite aguda, associada a resfriados, apresenta tosse com catarro por cerca de duas semanas. Já a bronquite crônica, comum em fumantes, caracteriza-se por tosse persistente ao longo dos anos. A asma, por sua vez, se manifesta com crises de tosse, chiado, falta de ar e aperto no peito, melhorando com broncodilatadores. É crucial um diagnóstico preciso para evitar tratamentos inadequados.
Fatores emocionais e sazonalidade da asma
Embora a alergia seja a causa primária, fatores emocionais podem agravar a asma. Situações de estresse, como assaltos ou perdas, podem desencadear crises. O inverno é um período crítico, com aumento de infecções virais e bacterianas que agravam a doença. A baixa umidade do ar e queimadas também contribuem para o agravamento da asma nessa época do ano.
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O diagnóstico da asma envolve a avaliação da história clínica, exame físico (ausculta pulmonar) e exames complementares, como a prova de função pulmonar e testes alérgicos (cutâneos ou sanguíneos). A asma pode desaparecer na idade adulta em alguns casos, principalmente aqueles associados a infecções virais na infância, sem forte componente alérgico. No entanto, a presença de histórico familiar de asma ou outras alergias indica maior probabilidade de persistência da doença. Independentemente da idade, o acompanhamento médico é fundamental para controlar a asma e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, pois embora não haja cura, tratamentos eficazes estão disponíveis na rede pública de saúde.