Alergista explica a diferença entre asma e bronquite
Neste artigo, conversamos com a Dra. Luisa Carla Arruda, alergista e imunologista, professora titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), para discutir a asma e sua diferenciação da bronquite.
Asma x Bronquite: Qual a diferença?
A Dra. Arruda esclarece que a asma é uma obstrução das vias aéreas, frequentemente causada por inflamação e broncoconstrição. Diferentemente do que muitos pensam, bronquite não é sinônimo de asma. A bronquite aguda pode surgir durante um resfriado intenso, enquanto a bronquite crônica é mais comum em fumantes, caracterizada por tosse com catarro amarelado persistente por pelo menos três meses ao ano. A asma, por sua vez, evolui em crises com tosse, falta de ar e chiado no peito, podendo levar a internações e até mesmo à morte se não tratada adequadamente. No Brasil, estima-se que 2.000 a 2.500 pessoas morram anualmente por crises de asma, muitas vezes evitáveis com tratamento adequado.
Prevenção e Tratamento da Asma
A prevenção e o tratamento da asma envolvem duas abordagens principais: o tratamento de resgate para crises agudas (utilizando broncodilatadores, como as bombinhas de albuterol) e o tratamento preventivo a longo prazo, com medicamentos anti-inflamatórios inalatórios para reduzir a reação alérgica nos brônquios. A Dra. Arruda enfatiza que o tratamento preventivo diário não causa dependência, mas é necessário devido à natureza crônica da doença. Além da medicação, a prática regular de exercícios físicos, como caminhada, ciclismo ou natação, contribui significativamente para melhorar a função pulmonar e a qualidade de vida dos pacientes.
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Reconhecimento e Tratamento
A mensagem principal é a importância do reconhecimento precoce dos sintomas de asma e a busca por tratamento médico adequado. O tratamento preventivo da asma, muitas vezes gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é eficaz na prevenção de crises. A Dra. Arruda alerta para a necessidade de procurar atendimento médico regular, além de buscar ajuda imediata em caso de crises graves. Os tratamentos inalatórios modernos apresentam poucos efeitos colaterais, reforçando a importância do acompanhamento médico para um manejo eficaz da asma.