Geriatra reforça a importância da gestão de água pelos idosos
Neste período de seca, a hidratação de idosos se torna ainda mais crucial. Conversamos com o Dr. Nelson, geriatra, para entender melhor os desafios e como garantir a saúde dos mais velhos.
Sensibilidade à Sede em Idosos
O Dr. Nelson destaca que idosos sentem menos sede do que adultos jovens, mesmo com o corpo desidratado. Essa redução na percepção da sede pode levar à ingestão insuficiente de líquidos, aumentando o risco de desidratação, especialmente em épocas de clima seco. Por isso, é fundamental estimular a ingestão de água e outros líquidos, mesmo que o idoso não manifeste sede.
Sinais de Desidratação em Idosos: Um Desafio Diagnóstico
Identificar a desidratação em idosos pode ser complicado, pois os sinais (pele seca e enrugada, turgor diminuído) são similares aos sinais normais do envelhecimento. A dificuldade em reconhecer esses sintomas precocemente pode resultar em desidratação grave, com consequências para o funcionamento do organismo.
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Consequências da Desidratação e Recomendações
A desidratação impacta negativamente o funcionamento renal e a absorção de medicamentos. O Dr. Nelson alerta contra recomendações generalizadas de ingestão hídrica (como os “oito copos de água por dia”), pois a necessidade individual varia com a altura e o estado de saúde. Ele sugere monitorar a cor da urina: uma urina amarelo-clara indica hidratação adequada. Para facilitar a ingestão, recomenda adicionar sabor à água, com sucos, chás ou frutas, tornando-a mais atrativa. Uma média de 1,5 a 2 litros de água por dia é sugerida, mas o ideal é ajustar a quantidade para manter a urina clara.
Manter a hidratação adequada em idosos, principalmente em períodos secos, é essencial para a saúde e o bem-estar. Observar a cor da urina e estimular a ingestão de líquidos saborosos são medidas importantes para prevenir a desidratação e garantir o bom funcionamento do organismo.