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Ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem Estar’ com Tatiane Cristina Gonçalves

Você sabe o que causa a 'gagueira'? Nossa especialista responde
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Você sabe o que causa a 'gagueira'? Nossa especialista responde

Você sabe o que causa a ‘gagueira’? Nossa especialista responde

O que é gagueira e sua incidência?

A gagueira apresenta um forte componente genético, com histórico familiar em muitos casos. Embora exista um gene associado, a ciência ainda não compreende totalmente por que algumas pessoas com esse gene desenvolvem gagueira e outras não. A incidência é maior em homens adultos, embora seja semelhante em meninos e meninas na infância. Cerca de 1% da população apresenta gagueira na vida adulta, enquanto 5% experimentam gagueira em algum momento da vida. A recuperação espontânea é mais comum em mulheres.

Causas e mitos da gagueira

A ideia de que um susto pode causar gagueira é um mito. Muitas vezes, a associação entre um susto e o início da gagueira é coincidência, pois a criança pode já apresentar dificuldades de fala antes do evento. A gagueira infantil tem cura, com tratamento fonoaudiológico que ensina novas técnicas de respiração e fala. Já na fase adulta, não há cura, mas o tratamento pode melhorar significativamente a fluência.

Tratamento e impacto emocional

O fonoaudiólogo é o profissional especializado no tratamento da gagueira. Em alguns casos, a ajuda de um psicólogo também é necessária, principalmente quando há forte impacto emocional. A gagueira afeta cada pessoa de forma única, e sua gravidade varia. Enquanto alguns indivíduos lidam bem com a condição, outros podem apresentar baixa autoestima e dificuldades em diversas áreas da vida. A melhora da fluência em adultos é possível e muitas vezes está ligada a necessidades específicas, como progressão na carreira ou estudos. A capacidade de cantar sem gaguejar não é regra, variando de pessoa para pessoa.

A gagueira, portanto, é uma condição complexa com base genética, mas com tratamento e acompanhamento profissional, é possível melhorar a qualidade de vida de quem a enfrenta, seja na infância ou na vida adulta. A busca por ajuda profissional é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado.

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