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Neurologista comenta sobre os estudos desenvolvidos para analisar o Mal de Alzheimer
CBN Saúde Bem Estar
Neurologista comenta sobre os estudos desenvolvidos para analisar o Mal de Alzheimer

Neurologista comenta sobre os estudos desenvolvidos para analisar o Mal de Alzheimer

O professor Vitor Tumas, coordenador do setor de Distúrbios do Movimento e Neurologia Comportamental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), concedeu entrevista à CBN Ribeirão Preto para discutir novos estudos sobre o tratamento do Mal de Alzheimer.

Novos métodos de diagnóstico

Estudos recentes, publicados em revistas científicas importantes, apontam para um novo método de diagnóstico do Mal de Alzheimer através de exame de sangue. Anteriormente, o diagnóstico dependia de exames de imagem complexos e análise do líquido cefalorraquidiano, procedimentos mais invasivos e dispendiosos. A nova técnica permite identificar marcadores da doença através de uma amostra de sangue, possibilitando detecção precoce, tanto antes quanto durante o desenvolvimento da doença.

Importância da detecção precoce

A detecção precoce é crucial para o desenvolvimento de novas medicações. A pesquisa concentra-se em identificar a doença em estágios iniciais, permitindo testar medicamentos que interrompam ou retardem a progressão da degeneração. Embora estudos com novas drogas tenham apresentado resultados pouco animadores até o momento, novas perspectivas surgem com testes em andamento. A facilidade de diagnóstico através de exame de sangue também facilita a realização de estudos clínicos, tornando-os mais acessíveis e viáveis.

Prevenção e fatores de proteção

O professor Tumas destaca a importância da prevenção, enfatizando a influência de fatores como boa saúde, atividade física e intelectual na proteção contra o Mal de Alzheimer. Embora não garantam a imunidade à doença, esses fatores podem retardar seu aparecimento. A doença afeta não apenas o paciente, mas também sua família, comprometendo a independência e qualidade de vida. Considerando a alta prevalência da doença em idosos (6 a 8% da população com mais de 64 anos), a prevenção e o desenvolvimento de tratamentos eficazes são cruciais para a saúde pública.

A confirmação dos resultados desses novos estudos trará grande esperança para o tratamento e prevenção do Mal de Alzheimer, abrindo caminho para intervenções mais eficazes e precoces.

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