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Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’ com Carlos Alencastre

Com mais pessoas em casa, aumento do lixo doméstico preocupa especialistas. Confira!
CBN Sustentabilidade
Com mais pessoas em casa, aumento do lixo doméstico preocupa especialistas. Confira!

Com mais pessoas em casa, aumento do lixo doméstico preocupa especialistas. Confira!

O aumento do lixo doméstico durante a pandemia é uma preocupação ambiental crescente. De acordo com dados apresentados pelo especialista Carlos Alencastre, houve um aumento de 15% a 25% nos resíduos sólidos de origem doméstica em todo o Brasil. Este crescimento se deve principalmente à mudança nos hábitos de consumo, com o aumento de entregas de comida em domicílio e compras online, gerando mais embalagens descartáveis.

Aumento do Lixo e a Coleta Seletiva

A suspensão da coleta seletiva em muitas cidades, classificada como serviço não essencial, agravou ainda mais a situação. Resíduos que antes eram destinados à reciclagem atrásra vão para aterros sanitários, juntamente com o lixo comum. Em cidades como Ribeirão Preto, o aumento médio foi de 1 kg de lixo por residência por semana, representando um acúmulo significativo.

Lixo Hospitalar e Resíduos Domésticos de Pacientes com Covid-19

Outro fator preocupante é o aumento do lixo hospitalar, embora este geralmente tenha destinação adequada. O maior desafio reside no lixo gerado por pacientes com Covid-19 em isolamento domiciliar. Máscaras, lenços e outros materiais contaminantes exigem cuidados especiais no descarte, com acondicionamento em sacos duplos e avisos para evitar a abertura indevida. A necessidade de coleta e destinação adequadas por parte das prefeituras é crucial para evitar riscos de contaminação.

A Necessidade de Reavaliar as Políticas de Gestão de Resíduos

A paralisação da coleta seletiva em todo o Brasil é um problema crítico, considerando que ela representa cerca de 40% do lixo gerado. A retomada desse serviço, com os devidos cuidados sanitários, é fundamental para evitar o colapso dos aterros sanitários, muitos dos quais já operam em sua capacidade máxima. A situação exige uma reavaliação urgente das políticas de gestão de resíduos sólidos, com foco na sustentabilidade e na saúde pública.

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