Colunista aborda os desafios na conservação do Aquífero Guarani
A preservação do aquífero Guarani é um desafio complexo que envolve não apenas o Brasil, mas também Argentina, Paraguai e Uruguai. Carlos Allen Castro, especialista em gestão de água, compartilha sua experiência e os desafios da preservação deste recurso.
Gestão da Água: Um Desafio Transfronteiriço
O Brasil, detentor de aproximadamente 12% da água doce do planeta, enfrenta o desafio da preservação e conservação da qualidade de seus mananciais. A poluição, especialmente nas regiões mais industrializadas do Sul, compromete rios, córregos e reservas subterrâneas. A utilização consciente da água é crucial, pois ela é sinônimo de desenvolvimento econômico e progresso.
O Aquífero Guarani e a Cooperação Internacional
A proteção do aquífero Guarani, um recurso compartilhado entre quatro países, é uma questão transnacional. Projetos como o da ONU (2003-2008) buscaram soluções para a gestão compartilhada desse recurso. A lentidão do movimento da água subterrânea exige cautela, pois a contaminação em um ponto pode levar milhões de anos para ser percebida em outro, impactando gerações futuras. Ribeirão Preto, por exemplo, ilustra a importância da gestão local, pois ações atuais terão consequências a longo prazo.
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Experiência Brasileira e o Congresso no México
A gestão da água no estado de São Paulo, iniciada em 1991 com a criação de comitês e instrumentos de gestão, demonstra avanços na implantação de planos de bacias e na cobrança pelo uso da água. Carlos levará essa experiência para um congresso no México, compartilhando o modelo brasileiro de gestão por comitês de bacias hidrográficas, que envolve sociedade civil, governos municipais e estaduais. Este modelo, adaptado de um modelo francês, busca controlar o uso e a poluição da água, promovendo uma gestão sustentável e colaborativa.
A troca de experiências entre países é fundamental para garantir a preservação dos recursos hídricos e assegurar o desenvolvimento sustentável para as futuras gerações. A cooperação internacional e a gestão eficiente são pilares para a proteção de aquíferos como o Guarani.



