Saiba quais os mitos sobre o Aquífero Guarani
O período de estiagem prolongada tem gerado diversos mitos sobre os recursos hídricos, especialmente sobre o Aquífero Guarani. Carlos Alencastre, especialista em sustentabilidade, esclarece algumas dessas falsas crenças.
Mitos sobre o Aquífero Guarani
Um equívoco comum é a confusão entre o afloramento do arenito Botucatu, na região leste de Ribeirão Preto, e o próprio Aquífero Guarani. A Lagoa de Saibro, frequentemente citada como exemplo de afloramento do aquífero, na verdade, é formada por água do lençol freático superficial, resultante da escavação para extração de saibro. Com a seca, o nível da água na lagoa diminui drasticamente, mas isso não reflete a situação do Aquífero Guarani, que se encontra em profundidades maiores.
A Realidade do Aquífero Guarani
Outra ideia equivocada é a de que o Aquífero Guarani possui uma quantidade inesgotável de água. Na realidade, trata-se de uma formação geológica porosa, onde a água está retida no arenito. Sua formação ocorreu há milhões de anos, a partir de erupções vulcânicas e chuvas subsequentes. A água é extraída por meio de poços com bombas, não existindo fontes jorrante na região. A recarga do aquífero é um processo lento, com apenas 3 a 4% da chuva anual alcançando suas camadas mais profundas, a uma velocidade de aproximadamente 2 metros por ano.
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Conservação da Água
A zona leste é a principal área de recarga do Aquífero Guarani na região, e sua preservação é crucial. Interferências nessa área podem reduzir ainda mais a velocidade de infiltração da água. Diante da seca prolongada, a economia de água é fundamental para garantir a sustentabilidade do recurso para as futuras gerações. O uso consciente da água é essencial para a preservação do Aquífero Guarani e para enfrentar os desafios da estiagem.



