São Paulo tem cerca de 800 áreas contaminadas, de acordo com a Cetesb; especialista comenta o assunto
São Paulo enfrenta um desafio ambiental significativo: a contaminação do solo em diversas áreas do estado. De acordo com dados da CETESB, mais de 800 locais apresentam comprovação de contaminação, resultado de atividades industriais, comerciais e, principalmente, vazamentos de postos de combustíveis antigos.
Monitoramento e Descontaminação
A CETESB desempenha um papel crucial no monitoramento dessas áreas contaminadas. O órgão mapeia os locais afetados, exige a descontaminação por parte dos proprietários – uma obrigação legal, já que se trata de crime ambiental – e acompanha o processo de remediação. A contaminação do solo frequentemente atinge o lençol freático, formando plumas que se expandem e agravam o problema. A descontaminação é um processo complexo, custoso e que exige técnicas especializadas para conter a dispersão dos poluentes na água subterrânea.
Números da Contaminação
Os números divulgados pela CETESB são alarmantes: 897 áreas comprovadamente contaminadas, 1453 rehabilitadas, 697 sob investigação e 6110 cadastradas como potenciais áreas contaminadas. Essa realidade impacta diretamente o mercado imobiliário e industrial, uma vez que a contaminação pode inviabilizar investimentos em novas construções ou empreendimentos.
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Prevenção e Tecnologias Modernas
A prevenção é fundamental. Atualmente, postos de combustíveis utilizam tanques ecológicos com sensores que detectam vazamentos, permitindo intervenções rápidas e evitando a contaminação do solo e da água. Este avanço tecnológico demonstra um esforço significativo para minimizar os impactos ambientais, em contraste com o passado, quando vazamentos passavam despercebidos por anos, causando danos irreversíveis. O controle rigoroso e a adoção de novas tecnologias contribuem para um futuro mais sustentável para o estado de São Paulo.



