Prefeitos da região debatem novas políticas para destinação de resíduos sólidos
Novo prazo para erradicação de lixões no Brasil
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, previa a eliminação de todos os lixões do Brasil em cinco anos. No entanto, esse prazo não foi cumprido, e o Senado Federal concedeu uma prorrogação. Apesar do novo prazo, a realidade é que muitos municípios ainda enfrentam dificuldades para eliminar seus lixões, devido à falta de recursos.
Desafios e soluções para a gestão de resíduos sólidos
A disposição inadequada de resíduos sólidos em lixões causa danos ambientais graves, contaminando o solo e a água, além de poluir o ar. Em São Paulo, o problema já foi praticamente resolvido, mas em outras regiões do Brasil, a situação continua crítica. O custo elevado da operação de aterros sanitários licenciados, muitas vezes distantes dos municípios, também representa um grande obstáculo. A busca por aterros mais próximos e novos sistemas de disposição final é crucial. A produção diária de lixo é significativa; uma cidade como Ribeirão Preto, por exemplo, gera 700 toneladas de lixo diariamente.
A importância da reciclagem e coleta seletiva
O Brasil recicla menos de 2% do lixo produzido, ocupando a terceira posição no ranking mundial de produção de lixo. A baixa taxa de reciclagem é um problema grave, considerando a grande quantidade de resíduos recicláveis gerados. A solução passa pela implementação da coleta seletiva, que permite a retirada de materiais recicláveis do fluxo de lixo, gerando economia e diminuindo a quantidade de resíduos que precisam ser enterrados em aterros. O ideal é enterrar apenas o material biodegradável, aumentando a vida útil dos aterros e tornando o processo mais sustentável.
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A eliminação dos lixões e o incentivo à coleta seletiva são medidas essenciais para a construção de um futuro mais sustentável. A gestão eficiente dos resíduos sólidos requer planejamento, investimento e conscientização da população.



