Rompimento da barragem de Mariana ainda causa impactos ambientais no Brasil
Há três anos, o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, trouxe à tona um problema de proporções gigantescas: a fragilidade da segurança de barragens no Brasil. O desastre ambiental, até hoje o maior da história do país, gerou impactos sociais e ambientais devastadores que se estendem muito além da região afetada.
Impactos duradouros e barragens vulneráveis
O Rio Doce e as cidades por ele banhadas ainda sofrem com as consequências do rompimento. Indústrias e comunidades tentam se recuperar, enquanto um levantamento recente da Agência Nacional de Águas (ANA) revela que pelo menos 45 barragens brasileiras estão vulneráveis a rompimentos – mais que o dobro das 25 identificadas em 2017. A situação é ainda mais preocupante: a ANA admite que esses dados são subdimensionados.
O problema da fiscalização e a falta de informações
O cenário se agrava com a existência de pelo menos 570 barragens consideradas “fantasmas”, sem identificação clara de responsáveis ou informações sobre sua situação. Em São Paulo, por exemplo, estima-se a existência de mais de 50 mil barramentos, com apenas cerca de 20 mil registrados ou licenciados. A falta de fiscalização e a dificuldade de regularização dessas estruturas representam um desafio imenso.
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Caminhos para um futuro mais seguro
A tragédia de Mariana serviu como um alerta, expondo as fragilidades do sistema de segurança de barragens no país. Embora haja avanços na legislação e na fiscalização, o caminho para garantir a segurança dessas estruturas é longo e complexo. Com o período chuvoso, o risco de novos acidentes aumenta, exigindo maior atenção e investimentos em prevenção e fiscalização para reduzir os riscos e proteger as populações e o meio ambiente.



