Ribeirão Preto figura entre os municípios que mais desperdiçam água tratada
Ribeirão Preto ocupa a 21ª posição no ranking de saneamento básico do Brasil, segundo dados divulgados no início do ano pelo Instituto Trata Brasil. Um dos principais problemas apontados é o alto índice de desperdício de água, superior a 60%, enquanto a média nacional é de 38%.
Desperdício de água: um problema histórico
O desperdício de água em Ribeirão Preto é um problema crônico e grave. Grande parte da água destinada ao abastecimento público se perde em vazamentos nas redes e reservatórios. Essa situação representa um absurdo, pois a água é um recurso precioso e precisa chegar às casas dos cidadãos.
Soluções em vista: troca de redes e gestão eficiente
A situação também é um desafio de gestão. Após anos de promessas, há expectativas de que soluções sejam implementadas. Um primeiro passo importante é a licitação aberta pela DAE (Departamento de Água e Esgoto) para substituir mais de 40 quilômetros de redes em quatro bairros antigos da cidade (Campo Alegre, Jardim Macedo, Jardim Recreio e Jardim São Luís). Essas redes antigas, algumas com tubulações de cimento-amianto (material proibido), estão desgastadas e contribuem para o alto índice de vazamentos. A alta pressão na rede, proveniente do bombeamento direto dos poços artesianos, também agrava o problema. A solução ideal envolve não apenas a troca das redes, mas também o controle da pressão da água, com a implementação de reservatórios para regular o abastecimento.
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Conscientização e ações individuais
Além das ações da DAE, a conscientização individual é fundamental. Cada cidadão pode contribuir reduzindo o desperdício em casa, tomando banhos mais rápidos, consertando vazamentos e economizando água no dia a dia. A preservação do Aquífero Guarani, fonte de abastecimento da cidade, depende da colaboração de todos. Com ações conjuntas, é possível melhorar significativamente a situação do saneamento básico em Ribeirão Preto.



