Psicultura cresce até 10% ao ano no Brasil; região de Ribeirão Preto responde por dois terços da produção estadual
A psicultura brasileira tem apresentado crescimento anual entre 8% e 10%, impulsionada principalmente pela produção de tilápia, responsável por 51% da produção nacional. Em 2017, o setor gerou R$ 4,7 bilhões em receita, com produção de 691 mil toneladas de peixes, sendo 357 mil toneladas (51%) de tilápia.
Produção de Tilápia pelo Brasil
O Paraná lidera a produção nacional com 105 mil toneladas. Em São Paulo, a tilápia representa cerca de 95% da produção estadual. Na região de Ribeirão Preto, a tilápia corresponde a dois terços da produção total, seguindo a tendência nacional. Municípios como Rifaina se destacam com produção em gaiolas em rios e represas, além de tanques escavados, cultivando principalmente alevinos. Apesar do potencial, a região enfrenta desafios devido à escassez de água, agravada pelas crises hídricas desde 2014.
Desafios e Potencial da Psicultura
Outros polos produtivos importantes são Miguelópolis (alevinos) e Mococa (Pangasius, ou panga), com uma empresa em Mococa produzindo 15 milhões de alevinos por ano e empregando 40 pessoas. O crescimento, porém, é limitado pela falta de água, incentivos e pesquisas. Para melhorar a eficiência, são necessários investimentos em pesquisa (como o aporte de R$ 57 milhões do BNDES para 22 centros de pesquisa), redução do custo da energia elétrica e da ração, e medicamentos mais acessíveis.
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Mercado e Futuro da Psicultura
O consumo médio anual de peixe no Brasil é de 9,5 kg per capita, metade da média mundial, indicando um mercado com grande potencial de crescimento. O aumento do consumo de peixe, uma proteína saudável, requer redução de custos para tornar o produto mais acessível à população. Para mais informações sobre a produção de peixes no Brasil e na região de Ribeirão Preto, acesse a revista Paimel da Associação de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e de Ribeirão Preto (AIRP) em www.airp.org.br.



