Levantamento do IBGE aponta que mais da metade dos municípios brasileiros não possuem plano para descarte de resíduos
Mais da metade dos municípios brasileiros não possui plano de descarte de resíduos sólidos, segundo dados recentes do IBGE. A lei 12.305, de 2010, previa o fim dos lixões e a implementação de planos de manejo em todo o país, mas o objetivo ainda não foi alcançado.
Lixões: um retrato do atraso
O levantamento do IBGE revela que mais de 50% dos municípios brasileiros ainda utilizam lixões, um método de descarte de lixo a céu aberto que representa um grave problema ambiental e de saúde pública. Apesar de avanços em regiões como o Sudeste, principalmente em São Paulo, muitas cidades ainda praticam essa forma inadequada de destinação de resíduos.
Avanços e desafios
Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram maior progresso na gestão de resíduos sólidos, com destaque para Mato Grosso do Sul e Paraná. No entanto, mesmo em áreas com maior desenvolvimento, há desafios a serem enfrentados, como a melhoria da coleta seletiva e a destinação adequada dos resíduos. A falta de recursos financeiros em cidades menores também dificulta a implementação de soluções eficazes.
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Parcerias e soluções
A formação de consórcios intermunicipais é apontada como uma solução para que cidades com poucos recursos possam se unir e compartilhar custos na coleta e destinação de resíduos. A redução da geração de resíduos, aliada à destinação adequada do que é inevitavelmente produzido (cerca de 1 kg por habitante/dia), é fundamental para a preservação do meio ambiente. Iniciativas como a parceria entre municípios da região de Ribeirão Preto demonstram o caminho para um futuro mais sustentável na gestão de resíduos sólidos no Brasil.



