Colunista analisa os males causados pelo gás metano quando é lançado na atmosfera sem nenhum tipo de tratamento
Franca (SP) se destaca na inovação sustentável com a utilização do biogás gerado no tratamento de esgoto para abastecer veículos da Sabesp. A iniciativa, que recebeu investimentos de R$ 7,4 milhões, demonstra o potencial do reaproveitamento de resíduos para reduzir a emissão de poluentes e gerar economia.
Da problemática do gás metano ao seu aproveitamento
O gás metano, produzido em aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, é um potente poluente atmosférico. Sua queima, muitas vezes observada em chaminés de aterros, contribui para a poluição ambiental. No entanto, esse gás também representa uma fonte de energia renovável, passível de ser transformada em combustível ou energia elétrica.
Soluções inovadoras em diferentes cidades
Em Franca, a Sabesp utiliza o biogás para alimentar 200 veículos da empresa, após adaptá-los para funcionar com gás natural veicular. O projeto piloto foi possível devido ao tratamento de 100% do esgoto da cidade. Já em Ribeirão Preto, o biogás gerado nas estações de tratamento é convertido em energia elétrica para o próprio funcionamento das estações, reduzindo o consumo da rede elétrica.
Leia também
De projetos sofisticados a iniciativas locais
O processo de tratamento do gás metano bruto para torná-lo utilizável como combustível é complexo, exigindo filtragem para eliminar impurezas. Apesar da sofisticação da tecnologia, exemplos como o de um produtor rural no Acre, que utilizou o esterco de suas duas vacas para gerar biogás para sua casa com um investimento de R$ 1.500, mostram que a utilização do biogás é possível em diferentes escalas, desde que haja investimento e conhecimento técnico. A iniciativa de Franca demonstra um avanço significativo na busca por soluções sustentáveis e eficientes, servindo de exemplo para outras cidades e empresas.



