Colunista traz o Índice Global de Inovação; Brasil ocupa apenas a 66ª posição
Em entrevista à CBN, Dalton Marx, gerente do Supera Parque de Ribeirão Preto, discutiu a preocupante posição do Brasil no Índice Global de Inovação.
Brasil em posição desfavorável no ranking de inovação
O Brasil ocupa a 66ª posição no ranking global de inovação, um resultado considerado decepcionante, principalmente se comparado a outras grandes economias. Apesar de uma breve recuperação em 2018, o país vem caindo de posição ano após ano, ficando atrás de 65 países em termos de inovação. No cenário latino-americano, o Brasil ocupa apenas a quinta posição.
Causas e critérios do ranking
O ranking, publicado anualmente pela Cornell University e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, utiliza 80 indicadores, abrangendo desde gastos com educação e número de aplicativos para smartphones até pedidos de propriedade intelectual e tempo para obtenção de patentes. Embora o Brasil apresente bons resultados em alguns indicadores, como escala de mercado e publicações científicas, o desempenho geral precisa melhorar.
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Caminhos para a inovação no Brasil
Para melhorar a posição do Brasil no ranking, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) recomenda ações como: garantir que políticas de desenvolvimento industrial incluam a inovação; fortalecer habitats de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos; aproveitar vocações regionais; aproximar universidades e empresas; ampliar a integração da economia brasileira com a global; e encorajar o empreendedorismo. O objetivo final é melhorar a qualidade de vida por meio de soluções inovadoras, geração de empregos e aumento da arrecadação fiscal.
Apesar dos desafios, há perspectivas positivas, como a discussão do Marco Legal das Startups e a aprovação do novo Marco de Ciência, Tecnologia e Inovação. No entanto, a redução de investimentos em ciência e educação representa um obstáculo a ser superado.