Brasil não está entre os países que mais investem em tecnologia
O Brasil enfrenta desafios significativos em relação aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Enquanto países desenvolvidos e até mesmo nações em desenvolvimento como China e Índia investem entre 2% e 4% do PIB em P&D, o Brasil se mantém em apenas 1,3%, demonstrando uma lacuna preocupante.
Financiamento da Pesquisa no Brasil: Fontes Públicas e Privadas
A maior parte do financiamento da pesquisa no Brasil (52%) provém de fontes públicas, incluindo governo, instituições sem fins lucrativos e recursos internacionais. Entretanto, a perspectiva de aumento desse percentual no curto prazo é sombria, principalmente devido a cortes recentes no orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Apesar das críticas ao governo, é importante destacar que as empresas brasileiras investem pouco em P&D, menos da metade do investimento total, em contraste com países como Coreia do Sul (75%) e Alemanha (66%), onde a iniciativa privada é a principal força motriz.
Acesso a Recursos Públicos para Pesquisa
Existem algumas instituições que oferecem financiamento para inovação, como FINEP, BNDES e Desenvolve SP, com condições mais favoráveis que o mercado. Há também chamadas para subvenções, recursos não reembolsáveis para projetos bem-sucedidos. O CNPq também disponibiliza recursos, embora cada vez mais escassos. A FAPESP, no estado de São Paulo, destaca-se por receber um percentual fixo do ICMS, garantindo maior estabilidade em seus programas, como o PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), que realiza chamadas anuais para projetos com recursos não reembolsáveis.
Leia também
Elaborando uma Proposta de Pesquisa para Financiamento Público
Para obter financiamento público, é necessário apresentar uma proposta que demonstre claramente os desafios científicos, o estado da arte do tema, as qualificações da equipe, o método de trabalho, o cronograma e o orçamento. É fundamental que a empresa apresente uma contrapartida financeira, demonstrando comprometimento com o projeto. A iniciativa privada precisa se engajar mais no financiamento de pesquisas, complementando o investimento público, que ainda é o principal motor no Brasil.