A liberação do FGTS e a chegada do décimo terceiro geram oportunidade de quitar dívidas
O período de pagamento do 13º salário e do FGTS aquece a economia e impulsiona o consumo, mas também é uma oportunidade para quitar dívidas e limpar o nome. Com isso, aumenta a procura por acordos e renegociações, abrindo espaço para golpes e práticas abusivas. Para esclarecer as regras e os direitos do consumidor, conversamos com a advogada Beatriz Mira.
Dívidas e Inadimplência: Causas e Soluções
As principais causas da inadimplência são o comprometimento excessivo do orçamento com dívidas e juros altos em empréstimos pré-aprovados. Para verificar sua situação, consulte os sites do Serasa, SPC e SCPC. Estar com o nome sujo dificulta a obtenção de crédito e financiamentos, pois as empresas consultam esses cadastros antes de aprovar transações. O Cadastro Positivo também é relevante, mostrando o histórico de pagamentos do consumidor.
Limpando o Nome: Prazos e Negociações
O Código de Defesa do Consumidor estabelece um prazo máximo de cinco anos para cobrança judicial de dívidas e inclusão do nome em cadastros de restrição ao crédito, a contar da data de vencimento. Após esse período, a cobrança judicial é impedida, mas a cobrança extrajudicial pode continuar. É comum encontrar feirões de negociação de dívidas, mas é preciso cautela. Verifique a confiabilidade da empresa, negocie diretamente nos sites oficiais (Serasa, SPC, SCPC ou da empresa credora) e leia atentamente as condições antes de aceitar qualquer acordo, evitando multas excessivas ou parcelamentos que encarecem o valor total a ser pago.
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Renegociação e Meios Termos
Muitas empresas aceitam renegociações, mas é importante verificar a possibilidade de multas por inadimplência. O ideal é buscar um acordo que seja vantajoso para ambas as partes, garantindo o recebimento da dívida para o credor e a limpeza do nome para o consumidor, permitindo o acesso a novos créditos e compras.