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Vincular sua marca com a Copa do Mundo é legal? Fique por dentro das regras
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Vincular sua marca com a Copa do Mundo é legal? Fique por dentro das regras

Vincular sua marca com a Copa do Mundo é legal? Fique por dentro das regras

A Copa do Mundo FIFA é um evento global que atrai não apenas a atenção de bilhões de fãs de futebol, mas também o interesse de inúmeras marcas que buscam associar seus produtos e serviços à competição. Entretanto, essa associação não é livre e irrestrita, existindo uma legislação específica para regular o uso de marcas e patrocínios.

Patrocínio Oficial x Marketing de Emboscada

Apenas os patrocinadores oficiais da FIFA possuem o direito de se apropriar do evento e de sua simbologia. A utilização não autorizada de elementos da Copa do Mundo, como logotipos, mascotes e slogans, por empresas não patrocinadoras, configura uma prática ilegal conhecida como marketing de emboscada. Essa prática busca criar uma associação ilícita entre a marca e o evento, induzindo o consumidor a pensar que existe um vínculo oficial onde não há.

Legislação e Penalidades

A legislação brasileira prevê penalidades para o marketing de emboscada, abrangendo desde multas e remoção de publicidade até punições criminais em casos de reiteração da prática. Leis como a de Propriedade Industrial, a Lei de Direitos Autorais e o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (Conar) estabelecem mecanismos para proteger os direitos dos patrocinadores oficiais e coibir práticas abusivas. O Conar, inclusive, recebe denúncias e pode atuar em conjunto com o Ministério Público.

Riscos para o Consumidor

Para o consumidor, adquirir produtos não-oficiais associados à Copa do Mundo pode resultar em frustração, ao descobrir que não há vínculo com o evento. Em casos de indução a erro por propaganda enganosa, o consumidor pode pleitear reparação material (devolução do dinheiro) e até mesmo reparação moral.

Em resumo, a utilização de marcas e símbolos da Copa do Mundo é estritamente regulamentada. Tanto empresas quanto consumidores devem estar cientes das leis e penalidades aplicáveis para evitar problemas legais e garantir uma experiência de consumo justa e transparente.

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