Você constatou algum abuso de comerciante durante a paralisação dos caminhoneiros? Fique por dentro dos seus direitos
Durante a paralisação dos caminhoneiros, diversos serviços foram afetados e muitos preços sofreram reajustes abusivos, causando transtornos aos consumidores. A situação gerou questionamentos sobre os direitos dos cidadãos e as responsabilidades dos comerciantes.
Reajuste de preços: prática abusiva?
Segundo Ilhan Karan Jr., advogado especialista em direito do consumidor, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a remarcação de preços de produtos já estocados sem justificativa plausível. Aumentar os preços de produtos em estoque, sem motivos válidos, configura prática abusiva, prevista no artigo 39, inciso X, do CDC. O consumidor, nesse caso, deve denunciar a prática e procurar outros estabelecimentos para encontrar preços justos. Caso a compra já tenha sido efetuada, é recomendado exigir a nota fiscal e registrar um boletim de ocorrência ou reclamação no Procon para buscar ressarcimento.
Direito de ir e vir: impactos da greve
A greve dos caminhoneiros também afetou o direito de ir e vir da população, especialmente aqueles que dependem do transporte público ou de veículos particulares. Embora a liberdade de locomoção não tenha sido totalmente suprimida, a falta de combustível gerou muitos transtornos. O especialista destaca a importância do equilíbrio entre o direito de greve e a garantia dos serviços essenciais à população, ressaltando que o poder público deve garantir o funcionamento mínimo desses serviços, mesmo durante períodos de greve. Um percentual de trabalhadores deve permanecer ativo para evitar maiores prejuízos à população, algo entre 10% e 20% do corpo funcional, dependendo do serviço.
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A importância da informação
Em tempos de crise, a informação se torna fundamental para que o cidadão possa exercer seus direitos e buscar soluções para os problemas enfrentados. A conscientização sobre os direitos do consumidor e a busca por informações confiáveis são essenciais para garantir uma sociedade mais justa e equilibrada. Denunciar práticas abusivas e buscar os meios legais para a defesa dos seus direitos são atitudes importantes para coibir abusos e garantir o respeito às leis.