Colunista comenta sobre a modernidade das inovações tecnológicas em condomínios, que muitas vezes causam constrangimento
A modernidade tecnológica trouxe inovações para os condomínios, mas também novos desafios. Um exemplo disso é o uso indevido de drones para espionar moradores, causando constrangimento e preocupação.
Vigilância aérea indesejada
O número de drones registrados no Brasil é expressivo, com milhares destinados a uso recreativo e profissional. Essa crescente popularização, no entanto, tem gerado problemas em condomínios. Relatos de moradores sobre assédio, importunação sexual e invasão de privacidade por meio de drones são cada vez mais frequentes. Um caso recente envolveu um homem flagrado tirando fotos de mulheres em seus momentos íntimos, com cerca de 1.800 imagens encontradas em seu equipamento.
Como os condomínios podem agir?
A principal dificuldade é identificar a origem do drone. Condomínios precisam investir em sistemas de vigilância com câmeras para tentar rastrear decolagens e pousos. Se um morador avistar um drone, deve tentar acompanhar sua trajetória para identificar o ponto de operação. A utilização de drones em áreas comuns de condomínios, principalmente em edifícios, deve ser proibida pelo síndico, podendo configurar crime de invasão de privacidade. A insistência na prática pode resultar em advertências, multas e processos judiciais, além da apreensão do equipamento.
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Prevenção e comunicação
Uma comunicação preventiva por parte do síndico aos moradores é crucial. Informar sobre os riscos da utilização indevida de drones, as consequências legais e a importância da privacidade individual é fundamental. É preciso conscientizar sobre a vulnerabilidade da intimidade em casa, mesmo com as cortinas fechadas, e alertar para as penalidades previstas em lei, que incluem prisão e indenização por danos morais e materiais. A tecnologia deve ser usada a nosso favor, mas é preciso estar atento aos usos indevidos e criminosos.