Síndicos precisarão ser bons gestores durante a crise do novo coronavírus
A inadimplência em condomínios se agravou com a pandemia, afetando a capacidade de pagamento das taxas condominiais. Mas quais são as alternativas legais para os síndicos lidarem com essa situação?
Redução de custos condominiais
O síndico deve avaliar a possibilidade de reduzir custos operacionais. Isso pode envolver a renegociação de contratos com empresas terceirizadas, buscando valores menores temporariamente. A redução da carga de trabalho de funcionários, desde que não comprometa a segurança e a saúde do condomínio, também é uma opção, desde que o condomínio possua funcionários próprios. A utilização do fundo de reserva para cobrir parte da inadimplência é outra alternativa, desde que haja saldo suficiente. Por fim, a suspensão de obras não urgentes pode gerar economia.
Renegociação e alternativas financeiras
Além da redução de custos, a renegociação de contratos com fornecedores e prestadores de serviço é fundamental. O síndico deve buscar acordos que permitam o pagamento das dívidas em prazos mais longos ou com valores reduzidos. Em casos mais graves, a contratação de uma garantidora de crédito pode ser uma solução para auxiliar na gestão da inadimplência. A medida provisória que permite a redução da jornada e salário, em compensação com o seguro-desemprego, pode ser uma alternativa, principalmente para condomínios que possuem funcionários próprios, e não terceirizados.
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A importância da gestão e da comunicação
A gestão de crise em condomínios durante a pandemia exige do síndico a capacidade de tomar decisões difíceis, negociando com moradores e prestadores de serviço. A comunicação transparente com os condôminos é crucial para manter a confiança e a cooperação. À medida que as restrições da pandemia diminuem, espera-se que a situação financeira dos condomínios se normalize gradualmente. A retomada das atividades econômicas e o retorno ao trabalho devem contribuir para a redução da inadimplência e a estabilidade financeira dos condomínios.