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Quais as formas de destituição de um síndico? Como escolher um substituto? Tire suas dúvidas
Condomínio Legal
Quais as formas de destituição de um síndico? Como escolher um substituto? Tire suas dúvidas

Quais as formas de destituição de um síndico? Como escolher um substituto? Tire suas dúvidas

A destituição de síndicos em condomínios é um assunto recorrente e muitas vezes repleto de problemas. É crucial que o processo seja conduzido de forma legal para evitar impasses e prejuízos para o condomínio.

Hipóteses Legais para Destituição

O Código Civil (artigo 1349) prevê três situações básicas para a destituição de um síndico: irregularidades (desvio de dinheiro, gastos sem comprovação, descumprimento do orçamento); falta de prestação de contas (recusa em apresentar contas em assembleia ou impedir a verificação de documentos); e administração inadequada (gestão considerada ineficiente por parte dos moradores, má administração de conflitos etc.). Esta última hipótese é mais subjetiva e depende da avaliação do condomínio.

O Processo de Destituição

A lei garante que um quarto dos condôminos pode convocar uma assembleia para destituir o síndico, caso ele se recuse a fazê-lo. Para isso, é necessário um abaixo-assinado com a assinatura de pelo menos 25% dos condôminos (ex: 25 assinaturas em um condomínio com 100 unidades). Este documento deve ser entregue ao síndico e, se houver administradora, uma cópia também deve ser entregue a ela. Caso o síndico e/ou a administradora se recusem a convocar a assembleia, os condôminos podem recorrer ao judiciário ou divulgar a assembleia por meios próprios (avisos em portaria, cartazes etc.), garantindo que a convocação atenda a todos os requisitos legais. É importante destacar que, mesmo inadimplentes, os condôminos podem assinar o abaixo-assinado, embora não possam votar na assembleia.

Questões e Responsabilidades Após a Destituição

A convocação da assembleia para destituição deve conter data, hora, local e pauta (destituição do síndico). A orientação jurídica é fundamental para garantir a legalidade do processo. Em caso de renúncia do síndico, a convenção do condomínio determina quem assume interinamente até a eleição de um novo síndico. É crucial que o síndico, mesmo após a destituição, realize os pagamentos de fornecedores e funcionários para evitar multas e prejuízos. A recusa em entregar documentos ou senhas bancárias pode gerar responsabilidade legal para o síndico. Se ninguém se candidatar a síndico após a destituição, uma nova assembleia deve ser convocada para eleger um substituto. A ausência de um síndico deixa o condomínio em situação irregular perante a Receita Federal.

A destituição de um síndico, embora necessária em alguns casos, deve seguir os passos legais para evitar conflitos e garantir a boa administração do condomínio. A transparência e a organização são fundamentais em todo o processo.

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