Você tem algum algum vizinho chato e barulhento em seu prédio? Saiba como agir nessas situações
Um casal de médicos foi despejado de um condomínio de luxo em São Paulo após anos de conflitos com os vizinhos. A decisão judicial, inédita no Brasil, abre precedente para casos similares de moradores antissociais.
Entenda o caso
O processo, que durou seis anos, envolveu diversas reclamações contra o casal, incluindo barulho excessivo, agressões verbais e físicas a vizinhos, além de problemas causados pela empregada e pelo cachorro da família. Apesar do nível socioeconômico e da profissão dos envolvidos, os comportamentos reiterados foram considerados inaceitáveis pela justiça.
Legislação e precedentes
A legislação brasileira não prevê a expulsão de moradores de condomínios, limitando-se a multas. No entanto, o juiz inovou ao considerar a gravidade das ações do casal e o impacto na qualidade de vida dos demais moradores. A decisão é de primeira instância e cabe recurso, mas serve como um alerta para condôminos com comportamentos antissociais.
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Dicas para condomínios
Para evitar situações semelhantes, os condomínios devem manter um registro detalhado de ocorrências, incluindo advertências, multas, áudios, vídeos, boletins de ocorrência e testemunhos. É crucial documentar os problemas de forma consistente, demonstrando um padrão de comportamento inadequado antes de recorrer à justiça. A expulsão, como neste caso extremo, só é possível com provas robustas de comportamento antisocial reiterado e grave, não sendo aplicável a casos isolados ou desavenças menores.
Embora o casal tenha perdido o direito de residir no apartamento, a sentença não afeta a propriedade do imóvel. Eles podem alugar, vender ou emprestar o apartamento, mas não poderão mais morar nele. Este caso demonstra a importância da documentação rigorosa e da ação conjunta dos condôminos para lidar com moradores que perturbam a convivência em um condomínio.