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Prefeitura de Ribeirão volta a atrasar contribuição e parcela dívida de R$ 6,5 mi com o IPM
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Prefeitura de Ribeirão volta a atrasar contribuição e parcela dívida de R$ 6,5 mi com o IPM

Prefeitura de Ribeirão volta a atrasar contribuição e parcela dívida de R$ 6,5 mi com o IPM

Ribeirão Preto enfrenta dificuldades financeiras após atrasos em contribuições previdenciárias e cortes estaduais no orçamento.

Atraso no repasse previdenciário

A Prefeitura de Ribeirão Preto atrasou o repasse de R$ 6,5 milhões ao Instituto de Previdência dos Municípiarios (IPM) referentes aos meses de março a julho. O valor será pago em quatro parcelas, com a primeira parcela de R$ 1,6 milhão paga em 1º de setembro. A situação financeira delicada da prefeitura, agravada pela pandemia, é apontada como a principal causa do atraso. Apesar do parcelamento, há preocupações sobre a possibilidade de uma “pedalada fiscal”. A situação do IPM já é considerada crítica, necessitando de aportes da prefeitura anualmente para cobrir o pagamento de aposentadorias e pensões.

Cortes no orçamento estadual prejudicam universidades

O governo do estado de São Paulo anunciou cortes no orçamento, afetando diretamente as universidades estaduais, incluindo a USP de Ribeirão Preto. O projeto de lei 529/2020, que prevê a diminuição de gastos, gerou críticas de diretores da USP, que relatam dificuldades devido a compromissos financeiros já assumidos, como a compra de mobiliário. A situação é particularmente preocupante para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência em tratamento de Covid-19 e ligado à faculdade de medicina da USP. O governo justifica os cortes com a necessidade de conter um déficit de R$ 10,4 bilhões.

Cenário futuro

A situação financeira de Ribeirão Preto, assim como de outros municípios e estados, deve continuar desafiadora no pós-pandemia. Com a queda na arrecadação e o aumento de gastos durante a crise sanitária, a busca por soluções para equilibrar o orçamento será uma prioridade. A expectativa é de que, com a estabilização da pandemia, o debate sobre as medidas de contenção de gastos se intensifique. O avanço na vacinação e a flexibilização das medidas de restrição, como o avanço de algumas regiões para a fase verde do Plano São Paulo, trazem um pouco de esperança para o futuro, mas os desafios financeiros persistem.

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