Pediatra alerta sobre os riscos da sífilis congênita e os tipos de tratamento
O mês de outubro é dedicado à conscientização sobre a sífilis congênita, doença causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe para a criança durante a gravidez ou parto. A infecção na mãe ocorre geralmente por meio de relações sexuais sem proteção.
Consequências da Sífilis Congênita
Se não tratada, a sífilis congênita pode causar graves problemas à criança, incluindo cegueira, surdez, retardo mental e até mesmo a morte. A doença também está associada a abortos espontâneos. O diagnóstico precoce, por meio do acompanhamento pré-natal adequado, é crucial para evitar essas complicações.
Aumento dos Casos e Fatores Contribuintes
Tem havido um aumento significativo de casos de sífilis congênita, com um crescimento de mais de 4000% entre 2010 e 2018 no Brasil. Esse aumento é atribuído a dois fatores principais: a redução no uso de preservativos entre as novas gerações e o desabastecimento de penicilina, antibiótico essencial para o tratamento da doença, em anos recentes. Embora o abastecimento esteja sendo regularizado, a conscientização sobre a prevenção continua crucial.
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Diagnóstico e Tratamento
O tratamento da sífilis congênita em bebês é feito com antibióticos. No entanto, é fundamental um acompanhamento médico contínuo para avaliar possíveis lesões e o grau de comprometimento da saúde da criança, podendo este acompanhamento se estender por meses ou até anos. O tratamento com antibióticos e o acompanhamento médico são essenciais para garantir a saúde e o desenvolvimento adequado da criança.
A prevenção e o diagnóstico precoce são vitais para combater a sífilis congênita. O uso de preservativos, o acompanhamento pré-natal regular e o acesso a tratamentos adequados são medidas fundamentais para proteger a saúde das mães e de seus bebês.