Pediatra comenta sobre anúncio da OMS de que crianças estão entre as vítimas fatais do novo coronavírus
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a letalidade do novo coronavírus, incluindo casos de mortes em crianças. A notícia gerou preocupação na comunidade médica e na população.
Mortes em crianças por coronavírus: o que sabemos?
Em entrevista à Rádio CBN, o pediatra Ivã Savioli-Ferras comentou sobre a situação. Segundo ele, embora haja relatos de mortes em crianças, a maioria dos casos (mais de 90%) apresenta sintomas leves ou moderados. A maior parte dos casos críticos relatados envolveu crianças menores de um ano, mas a confirmação da infecção pelo coronavírus não foi feita em todos esses casos. O pediatra destaca que, oficialmente, há o registro de apenas um óbito de um menino de 14 anos em decorrência da doença.
Crianças como transmissoras do vírus
Apesar da doença ser geralmente mais leve em crianças, o Dr. Savioli-Ferras enfatiza a importância de não subestimar o papel das crianças como transmissoras do vírus. Estudos indicam que mais de 80% das transmissões ocorrem por indivíduos assintomáticos, incluindo crianças. Portanto, medidas de prevenção, como higiene das mãos e distanciamento social, são cruciais, mesmo para crianças sem sintomas.
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Recomendações para avós e cuidadores
Para os avós que cuidam de crianças, o pediatra recomenda as medidas preventivas já amplamente divulgadas: uso de álcool gel, lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar contato próximo com outras pessoas e evitar aglomerações. Caso uma criança apresente sintomas gripais, é fundamental evitar o contato com idosos por, pelo menos, 14 dias.
Em suma, embora a doença tenda a ser mais leve em crianças, a prevenção continua sendo essencial para proteger a todos, especialmente os idosos. A conscientização e o cuidado são fundamentais para enfrentarmos essa pandemia.