Pediatra fala da violência e abusos contra crianças e adolescentes
O abuso infantil é uma triste realidade mais comum do que se imagina. Existem quatro tipos principais: violência física (uso da força), negligência (falta de cuidados), violência psicológica (humilhação, rejeição) e violência sexual (manipulação para obter prazer sexual).
Quem são os abusadores?
Pais, mães, padrastos e tios são os principais responsáveis pela maioria dos casos notificados. Infelizmente, os abusadores geralmente estão próximos de suas vítimas.
Sinais de alerta
Diversos sinais podem indicar abuso infantil, incluindo: queimaduras inexplicáveis, hematomas, fraturas recorrentes, pesadelos, falta de higiene, baixa autoestima, dores abdominais, comportamentos ou linguagem sexualmente explícitos para a idade, infecções sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. É importante lembrar que as vítimas costumam apresentar mais de um desses sintomas.
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A sombra da pandemia
O confinamento durante a pandemia de COVID-19 aumentou significativamente o risco de violência contra crianças e adolescentes. O aumento do tempo em casa, aliado ao estresse e à sobrecarga de trabalho dos adultos, contribuiu para o agravamento de conflitos familiares e o surgimento de novos. Qualquer cidadão deve denunciar casos de violência, acionando órgãos como o Conselho Tutelar, a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Ministério Público ou o Disque 100.
A denúncia é fundamental para proteger crianças e adolescentes vítimas de violência. A ação de todos é crucial para combater esse crime e garantir a segurança e o bem-estar das nossas crianças.