Redes sociais são responsabilizadas para combater discurso de ódio e fake news
Desde junho, movimentos pedem responsabilização das grandes empresas de redes sociais por discursos de ódio e fake news. Um acordo entre Facebook, Youtube, Twitter e anunciantes demonstra um primeiro passo para combater essas práticas.
Pressão e Acordo
A pressão popular, impulsionada por campanhas como #StopHateForProfit, levou as grandes redes sociais a assinarem um acordo. O boicote de anunciantes, causando perdas significativas (como os US$ 50 bilhões perdidos pelo Facebook em um dia), foi um fator determinante para essa mudança de postura.
Pontos-Chave do Acordo
O acordo prevê o desenvolvimento de critérios para detecção de discursos de ódio, supervisão independente e ferramentas para evitar anúncios com conteúdo prejudicial. Plataformas como Facebook, Youtube e Twitter se comprometeram a coletar mais informações sobre esses conteúdos e removê-los do ar. Ações como o bloqueio de publicações de figuras públicas, como Jair Bolsonaro e Donald Trump, demonstram a seriedade da iniciativa.
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O Papel dos Usuários e o Futuro das Redes Sociais
Com o aumento de fake news e discursos de ódio, principalmente em períodos eleitorais, a responsabilidade também recai sobre os usuários. A possibilidade de bloquear anúncios políticos indesejados é um avanço, mas a conscientização e a denúncia de conteúdo nocivo são cruciais. Debates abertos e transparentes, com a participação ativa da sociedade, são fundamentais para um uso mais seguro e responsável das redes sociais. A exclusão não é a solução; o diálogo e a busca por um espaço democrático de fala são imprescindíveis.