Professor fala das várias gírias na língua portuguesa que servem diversas situações
Recebi, e provavelmente você também, pelas redes sociais, um texto de Marcílio Godói chamado “Língua Mãe”. É uma leitura deliciosa e que nos faz refletir sobre a riqueza da nossa língua.
A beleza da língua portuguesa
O texto começa com uma reflexão sobre a palavra “boa”, descrevendo-a como “redondada, quase esférica, saborosa e recipiente com buca”. Godói compara a sonoridade da palavra em português com termos estrangeiros, mostrando a superioridade da nossa língua em termos de expressividade e afetividade. Ele contrapõe termos como “Pue” a “Tupperware”, “brocochou” a “panic attack”, e “brugodó” a “timing”, destacando a riqueza e a força das expressões brasileiras.
A riqueza vocabular e a força da gíria
O autor defende o uso de expressões brasileiras, gírias e regionalismos, argumentando que elas carregam mais significado e emoção do que os equivalentes estrangeiros. Ele cita exemplos como “xodó”, “dengo”, “xaveco”, “rolou um chance”, “labzgoia”, “ciriquita”, “sacripanta”, “urucubaca”, “estapafúrdio”, “cangoti”, “chamego”, “desbunde”, “cupincha” e muitas outras. A variedade e a expressividade da língua portuguesa são celebradas como uma forma de identidade cultural.
Leia também
Um convite à valorização da língua materna
Em suma, o texto de Marcílio Godói é um apaixonado manifesto em defesa da riqueza e da beleza da língua portuguesa. Ele nos convida a valorizar o nosso idioma, a explorar sua diversidade e a usar sua força expressiva em todas as situações. Afinal, quem precisa de “baby” quando temos “xodó”? A riqueza da nossa língua é um tesouro a ser explorado e apreciado.