Inglaterra e Austrália proíbem a venda de animais; veterinária comenta esta tendência
O crescente movimento pela proibição da venda de animais de estimação ganha força no Brasil e no mundo, impulsionado pela conscientização de que animais não são objetos, mas seres sencientes que merecem respeito e dignidade.
Legislações em outros países e no Brasil
Países como Inglaterra e Austrália já possuem legislações que restringem a comercialização de animais. Recentemente, a cidade de Santos (SP) aprovou uma lei proibindo a venda em estabelecimentos comerciais, seguindo a tendência global de priorizar o bem-estar animal.
Bem-estar animal: mais que a ausência de doenças
Uma condição saudável para um animal vai além da ausência de doenças. Envolve fatores como acesso à água e comida, espaço para expressar comportamentos naturais da espécie e a prevenção de situações de abandono e procriação indiscriminada. Iniciativas como a proibição da venda buscam garantir a autonomia dos animais e combater a irresponsabilidade de alguns proprietários.
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Os desafios dos canis e gatis
Canis e gatis muitas vezes enfrentam problemas graves de bem-estar animal. A exploração de matrizes para procriação sucessiva, a falta de cuidados adequados e o descarte de animais doentes são práticas comuns e condenáveis. Embora existam resoluções do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) que estabelecem condições mínimas para criação, a fiscalização ainda é insuficiente, permitindo a existência de locais irregulares e sem registro.
A conscientização sobre a importância da adoção responsável e a pressão por legislações mais rígidas são fundamentais para garantir o bem-estar animal e combater a comercialização irresponsável de animais de estimação. A busca por animais em locais registrados e fiscalizados pelo CFMV é uma forma de contribuir para um mercado mais ético e humano.