Quais riscos seu pet corre com cirurgias desnecessárias? Ouça o comentário
A prática de procedimentos estéticos em animais, como o corte de orelhas e rabos, a retirada de cordas vocais e a remoção de garras em gatos, é proibida por resoluções de 2008 e 2013. Apesar disso, muitos veterinários ainda realizam esses procedimentos, e muitos tutores os ignoram os riscos.
Consequências para o bem-estar animal
Essas cirurgias são consideradas mutilações, pois interferem diretamente na funcionalidade do corpo do animal. A remoção de partes do corpo sem necessidade médica causa danos significativos à saúde e ao bem-estar animal. Por exemplo, o corte de orelhas aumenta o risco de otites, infecções que podem se agravar e afetar o sistema nervoso central. Já a remoção do rabo afeta o equilíbrio do animal, alterando sua forma de andar. A retirada das garras em gatos, além de causar infecções e até perda da pata, impacta o comportamento felino, uma vez que a atividade de arranhar é natural para a espécie.
Responsabilidade dos veterinários
Veterinários que realizam esses procedimentos ilegais estão sujeitos a responder criminalmente. Os Conselhos de Medicina Veterinária possuem resoluções que proíbem essas cirurgias, e qualquer profissional registrado que as realizar pode ser enquadrado por maus-tratos animais. A denúncia desses casos é crucial para coibir a prática.
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A importância da conscientização
É fundamental conscientizar tutores sobre os riscos e a ilegalidade desses procedimentos. A preservação do bem-estar animal requer a compreensão de que essas cirurgias são mutilações que causam sofrimento e prejuízos à saúde animal, interferindo em seus hábitos naturais e qualidade de vida. A denúncia de maus-tratos é um ato de responsabilidade e contribui para um ambiente mais seguro e ético para os animais.