Veterinária alerta sobre os riscos da raiva animal
Agosto é o mês em que várias cidades brasileiras promovem campanhas de vacinação antirrábica para animais. A raiva, doença sem cura, preocupa as autoridades sanitárias. Em São Paulo, por exemplo, são confirmados, em média, quatro novos casos por semana.
Prevenção e Imunização
A vacinação é fundamental, pois a imunização dura apenas um ano, exigindo reforços anuais. Mariana Paranhos destaca que a imunização é a única forma de prevenir a doença, cujo tratamento, tanto em animais quanto em humanos, é extremamente difícil. A prevenção, portanto, é sempre a melhor opção.
Vacinação Animal: Quem e Como
A recomendação é vacinar animais a partir de dois ou três meses de idade, sem restrições para cães e gatos, exceto em casos raros de alergia a componentes da vacina. Fêmeas prenhes devem aguardar o parto antes da vacinação.
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Raiva: Sintomas e Letalidade
A raiva é causada por um vírus. Após a transmissão, há um período de incubação, onde o vírus está presente, mas sem sintomas clínicos. Quando os sintomas aparecem, podem se manifestar como raiva nervosa (agressividade, salivação excessiva) ou raiva paralítica (apatia). Em ambos os casos, a doença é letal, com taxa de mortalidade próxima a 100%. O controle da raiva em animais, principalmente cães e gatos, é crucial para prevenir a transmissão para humanos.
A vacinação antirrábica é obrigatória por lei e oferecida gratuitamente pelo poder público, demonstrando o compromisso com a erradicação da doença. A participação da população é essencial para o sucesso das campanhas de vacinação, garantindo a saúde de nossos animais de estimação e a segurança da comunidade.