Qual a melhor forma de tratar seu pet? Veterinária dá dicas
Na semana passada, discutimos como, apesar de domesticados, os animais nem sempre se mostram receptivos a certas abordagens. Para entender melhor esse tema, conversamos com a Dra. Mariana Paranhos.
Mini Humanos Peludos: Uma Relação Equivocada
A Dra. Paranhos destaca o hábito de tratar animais como mini humanos, enchendo-os de mimos e frescuras desnecessários. Ela cita exemplos como o uso excessivo de roupas, banhos frequentes demais e a restrição de acesso ao ambiente externo. “Muita gente acha que, por morar dentro de casa, o animal deve ficar confinado. Mas o cão precisa explorar, sentir cheiros e interagir com a terra, como faria na natureza”, explica a veterinária.
Respeitando os Sentidos Animais
Outro ponto crucial é a sensibilidade dos animais aos estímulos sensoriais. A Dra. Paranhos alerta para o uso de perfumes em cachorros, considerando a capacidade olfativa superior dos animais. “A sensibilidade olfativa deles é muito maior que a nossa. Eles usam o olfato para identificar outros animais, o ambiente e as pessoas. Perfumes e outros odores fortes podem ser irritantes”, afirma. A audição também é um fator importante. Sons altos e repetitivos, como alarmes ou música alta, podem incomodar significativamente os animais, causando desconforto e estresse. A especialista destaca que essa sensibilidade se estende a gatos e outros animais.
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Atividades e Enriquecimento Ambiental
A falta de atividades adequadas também impacta o bem-estar animal. A Dra. Paranhos ressalta que a televisão não é uma atividade estimulante para cães e gatos. “O animal precisa de atividades relacionadas à sua espécie. Cães precisam de passeios, cheiros diferentes, contato com outros animais. Atividades que gastem energia são essenciais para evitar comportamentos destrutivos em casa”, explica. Encontros com outros animais, em locais apropriados, são recomendados para a socialização e gasto de energia.
Em resumo, uma convivência harmoniosa com animais de estimação requer respeito às suas necessidades físicas e sensoriais. Entender seus limites e proporcionar um ambiente estimulante e seguro é fundamental para garantir o bem-estar de nossos companheiros.