Matança de cães infectados com leishmaniose em Igaracy (PB) reacende o debate sobe a morte de animais
Em Igarassí, Paraíba, a prefeitura sacrificou cerca de 50 cães sob a alegação de que estavam infectados com diversas doenças, incluindo leishmaniose. A ação gerou polêmica devido à ausência de exames que comprovassem a infecção e à falta de clareza sobre o método de eutanásia utilizado.
A polêmica da leishmaniose e a eutanásia
A justificativa da prefeitura para o sacrifício dos animais foi a leishmaniose. No entanto, especialistas afirmam que a eutanásia em casos de leishmaniose canina não é mais uma prática recomendada. Existem tratamentos eficazes para a doença, tornando a ação da prefeitura questionável. A falta de exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico também levanta preocupações sobre a legitimidade do procedimento.
Bem-estar animal e saúde pública
O número crescente de cães errantes representa um risco à saúde pública, aumentando a possibilidade de transmissão de doenças entre animais e humanos. Entretanto, a solução não deve ser a eutanásia em massa. Especialistas defendem a implementação de projetos de controle populacional, como campanhas de castração em larga escala, e a conscientização da população sobre a posse responsável de animais.
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Necessidade de investigação e transparência
O caso de Igarassí expõe a necessidade de transparência e investigação sobre o método utilizado para sacrificar os animais. A falta de informações sobre o procedimento acende um alerta sobre possíveis maus-tratos. Entidades e órgãos públicos estão apurando os fatos para esclarecer as circunstâncias da morte dos cães e confirmar se de fato estavam doentes. A situação reforça a urgência de políticas públicas que priorizem o bem-estar animal e a saúde pública de forma ética e responsável.