Especialista traz dicas para controlar a hiperatividade e o déficit de atenção em animais
Cães hiperativos exigem atenção especial dos tutores, pois sua energia precisa ser canalizada adequadamente. A falta de atividades pode resultar em estragos em casa e outros problemas comportamentais. Mas como diagnosticar a hiperatividade canina?
Hiperatividade: Característica ou Distúrbio?
É importante diferenciar a hiperatividade como uma característica da raça, comum em cães criados para atividades extenuantes como pastoreio (ex: Border Collie), da hiperatividade como um distúrbio. Filhotes, naturalmente, também apresentam maior agitação. A avaliação individual do animal é crucial para um diagnóstico preciso, descartando outros fatores antes de considerar um distúrbio.
Diagnóstico e Tratamento
Antes de diagnosticar déficit de atenção ou hiperatividade, outras possibilidades devem ser descartadas: ambiente, manejo, rotina de exercícios, idade do cão etc. Após a exclusão de outras causas, terapias podem ser consideradas. Inicialmente, recomenda-se tratamento não medicamentoso, focando em atividades físicas, como passeios e brincadeiras, para gastar energia e melhorar o comportamento. Se não houver melhora, o uso de medicamentos pode ser avaliado.
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Raças Propensas e Considerações Finais
Algumas raças, especialmente as desenvolvidas para atividades extenuantes como pastoreio (ex: Border Collie, Blue Heeler), são mais propensas a problemas comportamentais se não tiverem suas necessidades energéticas atendidas. A persistência da agitação na fase adulta, após o período de filhote, merece atenção especial do tutor, indicando a necessidade de avaliação veterinária.
A observação cuidadosa do comportamento do cão, aliada à avaliação profissional, é fundamental para garantir o bem-estar do animal e proporcionar-lhe a melhor qualidade de vida.