Colunista comenta o resultado do último exame do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o Cremesp
Resultados preocupantes do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) expõem falhas na formação médica.
Aprovação e Diagnósticos Incorretos
Apesar de um aumento na taxa de aprovação no exame do Cremesp em 2017 (60% contra 43,6% em 2016), dados preocupantes foram revelados. Oito em cada dez recém-formados não souberam analisar uma mamografia, e um número semelhante errou o diagnóstico de diabetes. A situação é mais crítica entre egressos de instituições privadas, onde o alto custo do curso não garante a qualidade da formação.
Formação e Atendimento em Rede Pública
Há indícios de que a deficiência na formação médica afeta diretamente o atendimento, principalmente na rede pública (SUS). Observa-se que muitos médicos recém-formados demonstram relutância em realizar o exame físico completo, especialmente em pacientes atendidos pelo SUS.
Exame Obrigatório em Pauta
O Cremesp lançou uma campanha para tornar o exame obrigatório em todo o país, buscando coletar 500 mil assinaturas online para encaminhar ao Congresso Nacional. Desde 2015, o resultado desse exame é usado como critério em processos seletivos para residências médicas e contratações em redes pública e privada.
A situação exige reflexão sobre a qualidade da formação médica no Brasil, especialmente considerando o impacto na saúde da população. A necessidade de aprimoramento dos currículos e a busca por um exame obrigatório são medidas importantes para garantir a excelência do atendimento médico.



