Colunista comenta o estudo que diz que 5 bilionários brasileiros concentram mesma riqueza que metade mais pobre no país
Cinco bilionários brasileiros detêm a mesma riqueza que a metade mais pobre da população, segundo pesquisa da Oxfam. Este dado alarmante foi divulgado durante o início da reunião em Davos, na Suíça, encontro de países ricos para discutir problemas globais como a miséria e a concentração de riqueza.
Concentração de Riqueza no Brasil
O estudo da Oxfam revela um cenário preocupante no Brasil. Doze novos bilionários foram adicionados à lista, e cinco deles concentram um patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população. Isso representa cerca de 52% da renda dos trabalhadores que recebem o salário mínimo. Ainda mais preocupante, esses cinco bilionários detêm 82% da riqueza gerada no país.
Os Bilionários e seus Impérios
Os cinco bilionários em questão estão ligados a grandes grupos empresariais, com participações em empresas como a Inbev (bebidas), Burger King (fast food), Heinz (alimentos), além de bancos como o Safra. Eduardo Saverin, o mais jovem bilionário brasileiro, com 35 anos, destaca-se com seus negócios relacionados ao Facebook no Brasil.
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Um Problema Global
A ONG britânica utiliza dados sobre esses milionários e informações da riqueza global em relatórios do Banco de Crédito Suíço. A pesquisa demonstra que os super-ricos detêm 82% da riqueza gerada no mundo em 2017. Este não é um problema apenas brasileiro, mas um fenômeno global que exige atenção e debate. No Brasil, o número de bilionários cresceu de 31 para 43 em 2017, incluindo nomes como Ana Maria Marcona Espenido Santana (CCR), João Alves de Queiroz Filho (Hipermarcas), Rubens Ometto Silveira de Melo (Cosan), entre outros. A disparidade entre os super-ricos e os super-pobres é uma questão de justiça social que precisa ser enfrentada com políticas públicas que promovam a inclusão social e a redução da desigualdade.
A desigualdade extrema exige ações para melhorar as condições de vida da população mais vulnerável, garantindo acesso à educação, saúde e oportunidades de consumo. Embora a livre iniciativa seja importante, o abismo entre ricos e pobres precisa ser reduzido para construir uma sociedade mais justa e equilibrada.



