Colunista faz análise da situação carcerária do país
Minhas considerações sobre o artigo de Josias de Souza, publicado na UOL, intitulado “Carmen Lúcia, Supremo Tribunal Federal na frigideira das prisões”, abordam a crítica situação do sistema carcerário brasileiro.
Superlotação e Segurança: Um cenário alarmante
O artigo destaca a superlotação em presídios brasileiros, usando como exemplo a situação em Goiânia, onde nove presos morreram e 99 fugiram. O Conselho Nacional de Justiça já havia alertado para a situação crítica: 1.153 presos em um local com capacidade para apenas 468, além da presença de armas e celulares, sem qualquer tipo de bloqueio. Essa realidade demonstra a fragilidade do sistema e a falta de segurança, tanto para os presos quanto para a população.
A omissão do sistema e a postura de Carmen Lúcia
Josias de Souza aponta a inércia do sistema diante de sucessivos motins e rebeliões. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, solicitou um relatório completo sobre o ocorrido em Goiânia, mas o problema vai além de um único presídio. A reportagem destaca a existência de um relatório anterior, elaborado em novembro, que já apontava para as precárias condições das cadeias. A atitude de Carmen Lúcia é elogiada, mas o autor enfatiza a necessidade de uma mobilização sistêmica para solucionar o problema.
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A necessidade de mudanças urgentes
O sistema prisional brasileiro precisa de reformas urgentes. As atuais cadeias são retrógradas e não cumprem seu papel de ressocialização. A superlotação, a falta de segurança e as condições degradantes contribuem para a violência e para a perpetuação do ciclo de criminalidade. É necessário investir em políticas públicas que visem à reeducação, à reinserção social e à humanização do sistema prisional, garantindo a dignidade dos presos e a segurança da sociedade.



