Pesquisa aponta que mais de 13 milhões de brasileiros são analfabetos
Brasília, véspera da votação da segunda denúncia contra Michel Temer
Jogo político e barganhas
As atenções se voltam para Brasília, onde está prestes a ocorrer a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. As barganhas políticas e as trocas de favores estão em alta, um comportamento, infelizmente, consolidado no cenário político brasileiro. A estratégia de Temer, diante de uma votação que pode ser desfavorável, parece ser a de conceder favores e fazer barganhas para garantir apoio.
Analfabetismo e a educação como moeda de troca
Em contraponto à crise política, um relatório da ONU aponta que 264 milhões de pessoas no mundo são analfabetas, com 13 milhões apenas no Brasil — número próximo ao de desempregados. A crítica central é que a educação não pode ser usada como moeda de troca política. Reportagens mostram que diversas cidades que tiveram recursos da União retirados para aplicação na educação acabaram recebendo verbas posteriormente, após julgamentos. Em muitas cidades miseráveis do Norte e Nordeste, com escolas precárias, os prefeitos, ao invés de investir na infraestrutura educacional, parecem priorizar ações que geram votos.
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A importância de uma educação crítica
Com o ENEM se aproximando (5 de novembro), a ênfase deve ser na formação de estudantes críticos e pensantes, capazes de analisar o Brasil e suas realidades, e não apenas na preparação para a prova em si. A educação deve ir além da busca por uma vaga na universidade; deve preparar cidadãos para uma vida plena e consciente.
A situação política e os desafios educacionais brasileiros exigem uma reflexão profunda sobre as prioridades do país. A articulação entre a saúde da democracia e a qualidade da educação é fundamental para um futuro mais justo e próspero.



